terça-feira, 3 de novembro de 2009

De sexta a Domingo em Praga













Estive de sexta a Domingo em Praga, Capital da República Checa, adorei. Para lá de todos os condicionalismos de mais de 4 horas passadas num comboio antigo com cabines de 8 lugares e bancos de um cabedal antigo (que até gostei), do calor quase insuportável que se fazia sentir nesse mesmo espaço em contraste com o frio gélido que vinha de fora sempre que abria a janela para tentar apaziguar o corpo daquela temperatura quase infernal, apesar disso o balanço do meu fim-de-semana em Praga é Positivo.es
Durante a viagem, ida e volta, apreciei por diversas vezes a paisagem através das janelas da minha cabine, e é de uma frieza incrivel, nada tem a ver com as cores de natureza que vemos quando viajamos por Países como o nosso, é tudo sem tom, sem cor, e a pouca cor que há... é do castanho da vegetação queimada pelo frio, isso misturado com linhas férreas antigas, estações que em termos de decoração e arquitectura são do mais rude e simples que possamos imaginar, apiedeiros como aqueles que vemos nas terriolas de Portugal, e pessoas concentradas no seu caminho, na maior parte brancas com uma folha de papel e com cabelos amarelos que nem um ovo caseiro, pessoas que ao contrário do que se vê em Portugal raramente desviam o Olhar para reparar no que quer que seja, parecem seres, que não vêm, não ouvem e não falam, mas disso eu até nem desgosto.
Praga, pelo que já vivi neste país, é uma ilha dentro de uma república Checa -que ainda tem muito para se desenvolver em termos de serviços, literacia da lingua Inglesa, produtividade, saber receber- Uma cidade magnífica em termos de arquitectura e de monumentos, ainda mais fria que as restantes onde já estive, cheias de pessoas à descoberta, e por incrivel que pareça quase vazia de cabeças amarelas e corpos brancos, é tudo uma mistura, de amarelo, branco, preto, castanho claro, escuro, uma verdadeira metrópole em tudo o que a palavra encerra.
Moda, restaurantes, noite, passeios, fotografia, compras, qualquer quer um desses objectivos pode ser alcançado no centro da Cidade, onde se multiplicam as lojas de tudo o que nos possa apetecer... Jóias, muitas Jóias, para quem tiver dinheiro e gostar. A cidade é cara, mas não é preciso ser rico para disfrutar desta, as lojas estão para quem as quiser visitar ou comprar bem como todos os outros serviços, os castelos monumentos e residencias oficiais do Governo na sua grande maioria são de entrada livre ou por uma módica quantia, pelo que tanto gastando balúrdios ou Cêntimos é possível trazer uma boa recordação de Praga.
Noite, a noite doi boa, é uma das coisas que este País e a cidade têm de melhor, apesar de as noites serem sempre muito animadas, sempre com equilíbrio entre Homens e mulheres, sempre com música comercial (o que não considero ser bom) e sempre com uma espécie de Mc a cantar por cima das músicas com gritos e soundbits estúpidos e que eu acho a maior parolice de sempre, mas que os Checos Gostam, aliás os Checos à noite parecem pessoas diferentes, parecem que guardo todam os sentimentos para as discotecas ou talvez seja da bebida, não sei, mas que se libertam libertam, não há a menor dúvida.
As mulher Checa é bonita, mas em praga mistura-se com um monte de outras mulheres de outras nacionalidades igualmente bonitas ou não, mas que lhe ganham num aspecto, a mulher Checa para além de todos os atributos, não age com classe, nem com charme, ao contrário das mulheres Latinas e isso é algo que não se compra em lado nenhum, é cultural.
Depois de noites de sono Longas e de imensos passeios por Praga eis que .....
- Desculpem a interrupção, mas tenho que falar na rede de transportes da cidade, Fantástica, nunca precisei consultar um horário que fosse, bastava saber para onde queria ir, e se queria ir de Metro, tram (espécie de eléctrico) ou Autocarro, ter bilhete (por 100cz = 4 euros, podemos utilizar todos os transportes por 24 horas, basta "picar" uma vez), e aí ia eu... o tempo de espera por um transporte dificilmente chega a 15 minutos, circulam de 5 em 5 minutos de dia e de 10 em 10 minutos de noite, Gostei. - chegou Domingo... acordei, preparei tudo e saí da residência para estudantes onde ficámos nos arredores da cidade, mais uma refeição numa cadeia de fast food da nossa praça e de seguida andar para e estação de comboio para o regresso...
Na cabeça e durante a viagem, recordava as memórias daqueles dias...

"A Primeira Capital que visitei, fora do meu País, estou muito contente, não quero parar..."


André Yala Almeida

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